terça-feira, 30 de junho de 2009

Rio de Janeiro

Parada na rua,
escultura na praia, sonho bom...
Vidas alheias,
aos diversos barulhos, só no tom...
Carros passando,
vida vazia, sonho bom?
E o peito aberto,
coração discreto, ouço o som...
de quem vem, de quem vai
Esperando os amigos, no peito um abrigo,
mais um sonho bom...
Pagode na esquina, gringo pra rima,
e sol também no tom...
Copacabana - RJ 18.03.07

segunda-feira, 29 de junho de 2009

As flores da minha janela...


Enquanto chove la fora... o vento insiste em balançar minha cortina, sinto o cheiro da terra molhada, vejo as gotas batendo de encontro ao vidro.
A intensidade aumenta e me obriga a fechar as janelas.
As plantas trancadas do lado de fora se deliciam... água de nuvem escorre pela janela, molhando todas elas... que agradecem com um sorriso verde.
O sol sempre é mais sol depois da chuva,
Mas o rosa só é mais rosa quando chove na minha janela...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Impaciência...

Tenha santa paciência!!!

...e porque ela é santa?

Quase sempre ela some, nunca aparece quando preciso!

Talvez por isso deva ser chamada de santa?!

a paciência das santas talvez não ande lá essas coisas...

... Não acredito em santas, e talvez eu devesse desacreditar na paciência!

domingo, 29 de março de 2009

Regalos

é aqui... que eu guardo meus regalos,
algumas coisas belas que acho pelo caminho,
algumas delas nem tão belas... mas todas importantes para mim.

um quadro pede uma música, e com isso vem um poema...
uma música e um poema, me fazem imaginar um belo quadro,
um quadro e um poema, devem ser apreciados com uma bela música,

e assim a arte se completa... e cada pedaço desse encontro me ajuda a caminhar.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Eu, o dinossauro, a casinha e a flor...


Em uma folha qualquer... uma criança veio e ali desenhou-me um palito, de repente surgiu uma boca enorme vermelha e sorridente, depois vieram os olhos marrons, duas bolinhas rabiscadas com força que junto com a boca preenchiam muito bem a bola que fora desenhada em cima do palito... Depois com riscos singelos ele veio e desenhou mais quatro palitos menores, dois em cima, dois em baixo, sem precisão alguma quanto ao ângulo que ali formariam. E então com um largo sorriso quase no fim do dia disse-me o artista que sua obra era, nada mais nada menos, que uma cópia fiel de meus traços, que ali eu me encontrava, e que aquilo ali era eu... Não satisfeito ao me ver solitária dentro daquela folha branca o artista me deu um dinossauro como companhia, e que este, iria proteger-me dos perigos da vida. Mais abaixo da folha também ganhei uma casinha azul e uma linda e meiga flor, e eis que me veio a explicação... Na casinha eu me abrigaria nos dias de chuva e a flor... bem, a flor, era para eu me lembrar, que mesmo tendo dias de chuva, um dinossauro como companhia, e sendo um palito! eu nunca devo esquecer das coisas lindas da vida.